Pinheiro diz que mudança do nome da ferrovia é covardia com a memória do Senador Vuolo


A mudança do nome da ferrovia, que teve a ordem de serviço assinada pelo governador Mauro Mendes, no início desta semana, vem provocando muita polêmica.

A empresa Rumo Logística, vencedora do certame para a construção da primeira ferrovia estadual, ligando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por Cuiabá, trocou o nome do trecho anteriormente denominado Senador Vicente Vuolo, para empresário Olacyr de Moraes.

Na sessão da Assembleia Legislativa desta quarta-feira, o deputado Wilson Santos, do PSDB, que em 1998 foi autor da lei que dava à ferrovia o nome de Vuolo, foi duro nas palavras contra a empresa concessionária que vai tocar as obras.

O deputado resumiu dizendo que “deve ter algum espirito de porco que não estudou e fez essa mudança”. De acordo com Wilson, “a obra pertence ao povo de Mato Grosso e ponto final".

Já o senador Jayme Campos, do DEM, afirmou que ficou surpreso ao saber que o nome da ferrovia estadual, que começará a ser construída em 2022, foi trocado.

Jayme lembrou a história construída por Vuolo para que se concretizasse a ideia da ferrovia no estado, e principalmente da luta política dele desde os anos 60.

O senador disse ainda que era moço em 1968 quando Vuolo lutava pela ferrovia.

Por outro lado, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, responsabilizou o governador Mauro Mendes pela mudança do nome da ferrovia.

Pinheiro disse ainda que a troca do nome da ferrovia é uma covardia com a memória do senador Vicente Vuolo.

Por sua vez, o governador Mauro Mendes ignorou as críticas, alegando que o nome da ferrovia é irrelevante "diante do projeto de 11 bilhões de reais”.

"Nem prestei atenção nisso. A minha energia e o meu foco, eu confesso, me dediquei a viabilizar a ferrovia, que vai mudar a história de Cuiabá e de Mato Grosso", concluiu Mendes.

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