Grupo aguarda TCU para início das obras de ferrovia entre Cuiabá e Rondonópolis; investimento passa de R$ 1,3 bi

 

Com investimento de 1,3 bi no trecho de 260 km que liga Rondonópolis a Cuiabá, a Ferrovia Senador Vuolo ganha projeção real para implantação. Seu funcionamento deverá impulsionar a industrialização no Estado e resolver um dos maiores gargalos para o agronegócio no Estado: o escoamento. O assunto foi debatido em audiência pública realizada nesta segunda-feira (6), pela agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na Capital.

A equipe responsável pela implantação aguarda um posicionamento do Tribunal de Contas da União (TCU), relativo ao Grupo Cosan, responsável pela malha paulista, que se estende daqui ao Porto de Santos. A concessão da ferrovia em terras mato-grossenses se estende até 2079, enquanto no estado paulista dura até 2028.  Assim, a expectativa é que o contrato seja prorrogado por pelo menos 30 anos, o que deverá garantir investimentos em Mato Grosso.
De acordo com o presidente do Fórum Pró Ferrovia Senador Vuolo, Francisco Vuolo, o modal passará primeiro por Rondonópolis, chegando a Cuiabá e subindo para o Norte de Mato Grosso. “A Ferrovia foi desmembrada, e entregue para concessão, de volta para o governo federal, o que permitiu novas oportunidades para novas ferrovias, como a Ferrogrão.” Os Estudos, segundo ele, foram realizados pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Vuolo reforça que o grupo trabalha para o fortalecimento dos modais, considerando os meios terrestres e aquáticos. “Não podemos pensar em um Estado como o nosso, tendo a produção transportada apenas por caminhões. Precisamos dos caminhões, de ferrovias e hidrovias. A ferrovia Senador Vuolo transporta hoje 18 milhões de toneladas entre milho, soja, farelo, combustível e outros elementos. Nós precisamos de uma malha ferroviária cortando todo o Estado.”
A presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá, Margareth Buzetti, defende a implantação do modal o quanto antes. “Nós precisamos de todos os meios de transportes, temos distâncias continentais no país. No interior do Estado há a industrialização do agronegócio, a capital é um polo de serviços e concentra outros tipos de indústria, então você leva grãos e vem com outros produtos para serem industrializados.”
Ela destaca que, embora o agronegócio seja o setor mais forte da nossa economia, é necessário olhar também para novas possibilidades. “Como vamos viabilizar a industrialização, se o transporte não chega mais barato? Vamos só falar do agronegócio? Não estou falando mal, ele é substancial, é o agronegócio que dá suporte. Porém se quisermos industrializar a cadeia, esse trem precisa chegar a Cuiabá, porque aí a matéria prima chegar mais barata. Se não, vamos ficar dependentes só de uma cadeia.”

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