Governador e Fórum articulam em Brasília vinda da ferrovia até Cuiabá

 

O governador Pedro Taques (PSBD) e integrantes do Fórum Pró Ferrovia se reuniram na tarde desta quarta (10) com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, para debater a viabilização da ampliação da Ferrovia Senador Vicente Vuolo de Rondonópolis para Cuiabá. O encontro - que quase não aconteceu - foi o primeiro dos mato-grossenses com o governo federal.

Antes da reunião, Taques passou por uma “saia justa”. Durante a manhã, o ministro Quintella não compareceu ao encontro e enviou técnicos da pasta para conversar com o governador. A situação rendeu até um pedido de desculpas do presidente da República, Michel Temer (PSDB) a Taques. 

Passado o problema, no encontro com o ministro, Taques pontuou que não iria apoiar qualquer obra de expansão da ferrovia sem que houvesse a extensão dos trilhos até a Capital. Ele argumentou que “por mais que não tenhamos produção de soja, Cuiabá tem se tornado um pólo da verticalização do que nós (Mato Grosso) produzimos”.

O tucano defendeu que todo o movimento político mato-grossense apoia esse encaminhamento. Entre os presentes estiveram os senadores Wellington Fagundes (PR), José Medeiros (PSD) e Cidinho Santos (PR), deputados federais Nilson Leitão (PSDB), Victório Galli (PSC), Valtenir Pereira (PMDB) e Fábio Garcia (PSB), além do deputado estadual Pedro Satélite (PSD) e o secretário estadual de Infraestrutura (Sinfra), Marcelo Duarte.

O presidente do Fórum Pró Ferrovia, Francisco Vuolo, disse ao  que o ministro Quintella se comprometeu a defender a extensão da ferrovia  – chamada antigamente de Ferronorte – até Cuiabá.

Vuolo afirmou que a pasta deve se reunir com a Rumo/ALL – concessionária que ficaria responsável pelo projeto – para apresentar a definição política tomada na reunião de hoje. “Para nós foi um passo importante a chancela do ministro. A partir de agora devemos discutir os próximos passos e montar uma agenda de ações. Serão realizados encaminhamentos técnicos e administrativos da parte burocrática para definirmos todos os procedimentos legais do processo”, argumenta.

Entre os pontos que devem ser colocados na mesa agora está a engenharia financeira das obras. Vuolo explicou que existem dois caminhos, sendo que o primeiro deles seria a utilização dos recursos próprios da concessionária e o outro dependeria de uma taxa de outorga que seria repassada para a empresa.  

Projeto

O debate acerca da extensão da ferrovia até Cuiabá existe desde 1976, segundo o projeto de lei do até então senador Vicente Vuolo. O último avanço relevante aconteceu em 2013, quando o terminal de Rondonópolis foi inaugurado.

O debate continuou nesse ano e em janeiro o Fórum Pró-Ferrovia apresentou a “Carta de Mato Grosso – Ferrovias” ao governo federal. O documento pedia, entre outras coisas, a inclusão da ferrovia até Cuiabá nas obrigações da Rumo/All, companhia responsável por complexos ferroviários no país.

A carta foi referendada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e foi encaminhada para o Ministério dos Transportes e para a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), órgão que tem a finalidade estruturar e qualificar, por meio de estudos e pesquisas, o processo de planejamento integrado de logística no país, interligando rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias.

Em março, o governador Pedro Taques esteve com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e outros líderes da sigla para tentar alavancar a iniciativa.

No mesmo mês o Fórum Pró-Ferrovia lançou a campanha publicitária “Ferrovia traz”, que tem o objetivo de demonstrar os benefícios da possível extensão da Ferrovia Vicente Vuolo de Rondonópolis até Cuiabá. O mote era elucidar à população e aos envolvidos que, além de levar a produção de Mato Grosso a outros estados, as linhas férreas trarão desenvolvimento para a região.

Os defensores do projeto afirmam que a extensão de cerca de 260 km da ferrovia Vicente Vuolo de Rondonópolis até Cuiabá deve aumentar a capacidade de escoamento do modal em 8 milhões de toneladas por ano, capacidade atual que é de 15 milhões de toneladas. 

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