Ferrovia em Cuiabá deve aumentar escoamento em 8 mi de t por ano

 

A extensão de cerca de 260 km da ferrovia Vicente Vuolo de Rondonópolis até Cuiabá deve aumentar a capacidade de escoamento do modal em 8 milhões de toneladas por ano, capacidade atual que é de 15 milhões de toneladas. Esses são alguns dos dados do estudo de viabilidade técnica realizado pelo Fórum Pró-Rodovia que será apresentado em um encontro entre diversos setores interessados no projeto na próxima sexta (24). 

Segundo o presidente do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, a extensão da ferrovia até Cuiabá deverá custar cerca de R$ 1,3 bilhão e deve demorar até cinco anos para ser concluído. O valor deverá ser arcado pela America Latina Logística (ALL), uma companhia ferroviária privada brasileira.

O evento na sexta irá anunciar a entrada do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo/MT) ao fórum. Com a entidade, o movimento passa a ser integrado por 18 órgãos diferentes.

Francisco pontuou que a expectativa dos envolvidos é que uma definição em relação ao início dos trabalhos saia nos próximos quatro meses. Também será apresentada na data uma nova campanha de marketing que tem o objetivo de esclarecer a importância do modal para o país e para Mato Grosso.

“Geralmente só se pensa no que a ferrovia leva, mas ela traz muita coisa também. Traz produtos industrializados, material de consumo, de construção, de veículos. Ela traz também desenvolvimento, avanços para a economia, traz indústrias e etc. Além disso, a chegada dessa ferrovia trará a verticalização da produção e beneficiará todo o vale do Rio Cuiabá”,

O encontro acontece no auditório da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), na Capital e contará com a presença do governador Pedro Taques (PSDB); Marcelo Duarte, secretário estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra); Anderson Moreno Luz, representante do Ministério dos Transportes e alguns prefeitos dos municípios do vale do Rio Cuiabá.

Franscisco pontuou que a entidade defende um equilíbrio entre todos os modais (rodoviário ferroviário e hidroviário). O aumento da extensão da ferrovia traria mais opções para o escoamento da produção e desafogaria o setor de infraestrutura.          “Não dá para pensar em um país como o nosso vivendo exclusivamente do modal rodoviário. Nós precisamos dos três modais para atender a nossa demanda e cada um tem a sua função. O papel da ferrovia é transportar longas distâncias e do caminhão é andar curtas e médias distâncias. Atualmente, isso não tem sido feito e por isso que o país vive com problemas nas estradas”, argumentou.

Ele exemplifica que com a modalidade chegando até Cuiabá o cimento poderia chegar no mercado com um preço mais competitivo. O coque de petróleo, um componente usado para dar liga no cimento, chega até o município de caminhão. Algumas empresas consomem até 4 milhões de toneladas desse material que com a chegada das linhas férreas poderia chegar até Cuiabá com um frete mais barato.  

Andamento

Em janeiro o Fórum Pró-Ferrovia apresentou a “Carta de Mato Grosso – Ferrovias” ao Governo Federal. O documento pedia, entre outras coisas, a inclusão da ferrovia até Cuiabá nas obrigações da Concessionária América Latina Logística Malha Paulista (ALL), companhia responsável por complexos ferroviários no país.

A carta foi referendada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e foi encaminhada para o Ministério dos Transportes e para a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), órgão que tem a finalidade estruturar e qualificar, por meio de estudos e pesquisas, o processo de planejamento integrado de logística no país, interligando rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias.

Na semana passada o governador Pedro Taques (PSDB) esteve com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e outros líderes da sigla para tentar alavancar o projeto de expansão da ferrovia.

Francisco explica que a próxima etapa do projeto é conseguir um encontro com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella. “Uma ferrovia é construída em etapas e precisa ir se pagando. A Vicente Vuolo em Cuiabá é uma realidade e está conseguindo ótimos avanços no último ano e agora em 2017”, defendeu.

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